Barulhinho ruim!

Um dia desses fui a um pocket-show na Fnac, em São Paulo, na Avenida Paulista. Pra quem não conhece o espaço, o palco – meio improvisado – fica ao lado do café que tem lá no andar superior. E aí começam os problemas… O tal café tem um sistema de atendimento por senhas numéricas. E a maneira que eles encontraram para chamar a atenção dos presentes para o anúncio de um número é um sonzinho eletrônico feito de 3 notas desencontradas. Sei que não é exclusividade daquele café ter esse irritante sistema de alerta de senha, mas naquele dia o tal barulhinho de três notas incomodou todo mundo que estava assistindo ao show – inclusive o próprio artista, que se irritou com aquela interferência indesejada.
Daí fiquei pensando como o nosso mundo é cheio de estímulos sonoros, uma verdadeira balbúrdia. Parece que tudo neste mundo tem de ser avisado através de sons: sirenes, apitos, trinados, buzinas, gritos, campainhas… Mesmo em ambientes como, por exemplo, restaurantes, a cozinha comunica aos garçons que os pratos estão prontos com sinais sonoros.
No meio de tanta balbúrdia, é muito provável que nossos ouvidos acabem não prestando mais atenção aos sons, de tão calejados. Mas a irritação certamente seria a mesma, ainda que não perceptível conscientemente num primeiro momento.
Outro dia, assistindo na tv a um programa de reconstrução de casas, me deparei com a solução encontrada pelos construtores para instalar alarmes de incêndio numa casa de surdos: luzes muito fortes piscando sem parar.
Daí fiquei imaginando como seria o mundo se os alertas fossem visuais e não sonoros. Luzes piscando, em lugar de campainhas e similares. Será que o efeito seria semelhante? De uma coisa estou certa: nossos ouvidos sofreriam muito menos!

  3 comments

  1. Janaína Leslão   •  

    Bem… vou dar pitaco… Acho que, fora esses casos mais particulares (como o dos surdos e o incendio), penso que as pessoas é que deveriam prestar atenção as suas coisas…
    Por exemplo, tem alguns lugares que fazemos pedidos e buscamos nosso pedido sem ter barulho, e o estimulo é interno porque cada um tem que prestar atenção à senha que fica em um painel…
    assim, quem está no ambiente sem esperar seja lá o que for, não precisa ser bombardeado com a facilidade pra quem tá com preguiça de prestar atenção…
    Estimulo visual em excesso tb é horrivel! Quem mora na cidade de São Paulo pode sentir a diferença após proibição de propagandas gigantes, etc…
    ai, queria continuar a prosa… mas vou me conter pra que o comentário não fique maior que o seu post! kakaka

  2. Ana   •  

    Verdade!!! Se cada um cuidasse dos seus próprios interesses, tudo ficava bem mais fácil, né? E pode comentar à vontade, viu? Sem limite de linhas! 😉

  3. Patricia de Camargo   •  

    Não conhecia este teu blog, só o “de uns tempos para cá”, que aliás achei super divertido! Vou colocar a leitura deste em dia.
    Beijos

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