Casa 12: Rio Claro (um intervalo familiar)

Depois da fase de pesquisa de campo, eu precisava de um lugar calmo para redigir minha dissertação de mestrado. Não tinha mais meu quarto em Campinas, e então minha mãe me propôs que eu voltasse a morar com eles, em Rio Claro, onde residiam naquela ocasião.

Ela me prometia um lugar tranquilo para trabalhar na redação da dissertação, e assim lá fui eu de volta para a casa da família.

Os dias ali se passavam na calmaria das cidades do interior. Eu trabalhava no meu quarto, usando como escrivaninha a velha máquina de costura que tinha herdado de minha vó paterna. Acho que ela ficaria horrorizada ao ver a Singer fechada, com uma Olivetti Lettera 22 funcionando a todo vapor em cima dela…

Nos intervalos da vontade de escrever, jogava Yam com minha mãe. Eram partidas e mais partidas, pra ver se a cabeça voltava a funcionar para a escrita.

Durou pouco esse período: em outubro de 1984 eu decidi voltar para São Paulo e saí definitivamente da casa dos meus pais. Logo depois eles foram morar de novo em Socorro, na casa que tinha sido da minha avó. E lá a minha cama deixou de existir. Passei a ser oficialmente visita na casa da família. E eu gostei disso.

 

rioclaro(Minha mãe, Marlise e eu, no dia da mudança para SP. No Passat da Marlise, todas as minhas coisas)

  4 comments

  1. Maria Auxiliadora   •  

    Eu achando que já tinha mudado de casa muitas vezes, mas vc ganhou rsrsrsrsrsr
    Adoro o modo que vc escreve.

    • psiulandia   •     Author

      Obrigada! E ainda tem mais 10 casas!!!! 🙂

  2. helo   •  

    imagino q vc esteja curtindo muito esse tunel do tempo atraves das casas! eu to adorando

    • psiulandia   •     Author

      Tô adorando, Helô, é quase um livro de memórias em capítulos… 🙂

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