Das utilidades do aparentemente inútil

Volta e meia aparecem pessoas perguntando, nas redes sociais, quem ainda usa o Swarm, como quem perguntasse quem ainda usaria o videocassete, nesses dias de streaming e torrent.

O Swarm, pra quem não conhece, substituiu, em determinadas funções, o FourSquare, que tinha virado modinha uns tempos antes. Em ambos os casos, trata-se de uma rede social que vai registrando os lugares onde vamos através de check in no aplicativo, mas parece que muita gente que usava o Foursquare não gostou da mudança para o Swarm.

Eu usava o primeiro e continuei usando o segundo, e vou explicar minhas razões, pois acho que outras pessoas podem também achar as utilidades que descobri ali. Vou enumerar algumas.

Em primeiro lugar, ele possibilita que a gente saiba na hora se tem algum conhecido seu nas imediações. Nesse aspecto, o aplicativo já nos proporcionou encontros inesperados e adoráveis. Foi assim, por exemplo, que eu pude dar um último abraço no meu amigo Senshô, quando descobrimos que estávamos ambos em Congonhas (Mal sabia eu que dali a dois meses ele teria partido de vez)…

Foi assim também que encontramos a querida Lúcia Malla (do excelente blog Uma Malla pelo mundo), num hotel vizinho ao nosso, nas imediações do aeroporto de Cumbica e pudemos matar um pouco a saudade da nossa amiga que mora no Havaí. Outras amigas volta e meia aparecem por perto de nós, como a Flávia (a @ladyrasta do Twitter), com quem sempre esbarramos pela cidade. Enfim, é uma ferramenta super útil para encontrar os amigos sem combinação prévia.

Outra utilidade bem bacana do Swarm é ajudar a gente a se lembrar dos lugares onde esteve, já que o histórico do aplicativo fica sempre lá, à sua disposição, pra ajudar as velhinhas desmemoriadas como eu.

Esse histórico tanto pode ser acessado numa ordem cronológica, por data, quanto por localização geográfica. Vou explicar melhor, mostrando alguns exemplos de telas.

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Aqui, por exemplo, dá pra ver os lugares onde fui no dia 21 de maio: almoço no Ritz, uma manifestação política na Casa de Portugal, uma pizza na Veridiana e show da Rita Benneditto no Sesc Consolação! Ufa, foi um dia cheio, mas com um monte de coisas legais…

Mas digamos que um belo dia eu tento me lembrar como se chamava aquele café bacana onde nós tomamos água de Valência em Valência mesmo! Se eu lembro em que dia foi isso, fica fácil, pois é só correr a linha do tempo e bingo, lá está o dito cujo, Café de las horas:

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Mas e se eu não me lembro da data? Entra aí uma funcionalidade que eu adoro no Swarm: a geolocalização. Acho que muita gente nem se dá conta de que aquele mapinha ao fundo do seu perfil não é fantasia, já que ele aponta todos os lugares do mundo em que você já esteve. Olha ele aí, ainda escondidinho:

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Se a gente clica nele, olha o que acontece:

 

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É um mapa-múndi de todos os lugares por onde passei e fiz check in no Swarm! Não é legal demais? E nem precisa ficar lá naqueles aplicativos do Facebook montando seu mapa de viagens… Já está prontinho no Swarm!

Aí então fica fácil, já que é só dar um zoom no mapa e achar a cidade onde fica o café de cujo nome não me lembro, e lá está ele:

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Essas 3 funcionalidades, para mim, já justificam o uso do Swarm. Nem ligo para as tais prefeituras que a gente conquista quando vai muitas vezes num mesmo lugar e menos ainda para as tais moedinhas que nos dão se fizermos mais check in que nossos amigos.

Eu acho, aliás, que essas coisinhas só estimulam a competição e acabam atrapalhando o uso mais prático do Swarm, já que as pessoas às vezes saem pela rua loucamente fazendo check in em locais pelos quais apenas passaram em frente e daí não vão conseguir, mais adiante, lembrar em que lugares de fato estiveram… Mas cada um sabe de si, né?

Não estou aqui pra criar regras de uso do Swarm, mas sim pra explicar porque eu considero que ele é um aplicativo útil, apesar de muita gente pensar o contrário. É só experimentar pra ver!

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  4 comments

  1. Ariani Martins   •  

    Que bom que encontrei alguém que vê uma “utilidade” no Swarm. Às vezes me perguntar o porque de usar e eu não sei bem o que responder, mas sei que usaria mesmo que nenhum amigo estivesse usando.
    Como me arrependo de não ter feito check-in nos lugares que passei quando fui pra Espanha. Nossa, seria muito mais fácil lembrar os nomes, saber o diz exato e a hora que estava lá. Acho que fica muito mais gostoso relembrar quando a gente lembra desses detalhes.
    Só me consola saber que o Google estava monitorando tudo e os caminhos que passei então no histórico do GoogleMaps.

    • psiulandia   •     Author

      O difícil é quando não tem nem Wi-Fi nem serviço de dados no celular, né?

  2. Carmem   •  

    E você não citou mais uma funcionalidade do Swarm: as avaliações dos lugares, feitas lá no FourSquare, por pessoas – muitas vezes conhecidas nossas – que já estiveram ali onde você está e que pulam na tela no momento do check in. Eu sempre acho bom ler isso.

    • psiulandia   •     Author

      Verdade! É uma funcionalidade do FourSquare, mas coligada ao Swarm!

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