Música compulsória

Há pessoas que nos marcam para sempre mesmo que a nossa relação jamais tenha sido minimamente consistente. Assim foi para mim o Marcelo, marido de uma amiga minha. Nós nos conhecemos muito rapidamente, há mais de 25 anos (ele até já morreu), mas uma de suas frases não me saiu nunca da cabeça. Marcelo odiava o que ele chamava de música compulsória. Elevadores, restaurantes, bares, consultórios. MPB, clássica, rock, pop, reggae, new age. Para ele era tudo igual: música que ele era obrigado a ouvir, sem direito de escolha.
Eu tinha a metade da idade que tenho hoje, mas aquilo me marcou para sempre. E cada vez foi ficando mais claro pra mim como ele tinha razão. E cada vez que eu entro num lugar com música eu penso nele!
Por que será que as pessoas sempre acham que é indispensável haver música em todos os ambientes? Eu, por mim, até nem acho tão ruim assim, se o gênero de música de agrada e se o volume é razoável e não impede o papo com os amigos. Mas ainda assim acho que poderia haver uma escolha, e a gente pudesse decidir: hoje vou jantar num lugar sem música. Será que isso existe?

  3 comments

  1. Luisa   •  

    Acho que deva existir isso sim.
    O pior é música de consultório, de salas de espera de qualquer tipo. Música ‘ambiente’ de lotação (pagode axé e funk).
    Viva o silêncio nessas horas.

    Beijos

  2. Clau Ricci   •  

    É, acho estranho mesmo pessoas pensarem que todo mundo gosta de ouvir música em todos os lugares e em todos os momentos.
    Será um prazer acompanhar o seu novo blog.
    Desejo a você tudo de bom no novo ano, muitas felicidades, muitas viagens!
    Abração.

  3. Clau Ricci   •  

    Esqueci de dizer que espero que o ano novo também seja um pouquinho mais silencioso.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *