On the road!

No fim de semana passada, Carmem e eu resolvemos fazer um passeio a Mariana, em Minas Gerais, com direito a escapadas pelas vizinhanças, sobretudo a Ouro Preto. A viagem foi ótima e, em seu blog, Carmem contou todas as coisas legais que fizemos por lá. Aqui, entretanto, pra fazer jus ao espírito rabugento do blog, vou falar apenas das coisinhas que me incomodaram na viagem. São basicamente duas. Hoje falo de uma, em outro post eu falo da outra.

Indo às cidades históricas de Minas, o primeiro problema é a forma de chegar lá. No nosso caso, pegamos um voo São Paulo – Belo Horizonte e de lá alugamos um carro para ir até Mariana. Saindo do Aeroporto de Confins, não existe NENHUMA placa indicativa de direção a tomar. Saímos para a direita por puro instinto. Pouco depois, a primeira placa indicava quanto faltava para chegar à “cidade”! Cidade? Qual cidade? Confins? Belo Horizonte? Brasília? Londres? Deduzimos que fosse Belo Horizonte e seguimos em frente. Por sorte, era mesmo. Placas que indicassem a direção a tomar para ir a Ouro Preto, cidade patrimônio da humanidade, nem pensar. Só o GPS podia nos ajudar nessa hora, e foi graças a ele que chegamos ao anel rodoviário de Belo Horizonte, onde, depois de andar bastante, vimos a primeira placa indicando Ouro Preto. (Antes que eu me esqueça, também no caminho de volta dependemos do GPS para encontrar o caminho do Aeroporto de Confins, só muito tardiamente sinalizado.)
Uma vez na estrada, cheia de curvas e quase sempre em pista simples, saltam aos olhos as más condições do asfalto. O limite de velocidade não é obedecido por ninguém, carros, ônibus ou caminhões. Durante todo o trajeto, incluindo ida, volta e passeios na região, não vimos sequer um guarda rodoviário. A sensação é de salve-se quem puder.
Como turista, eu não conhecia bem a estrada. Além disso, com um carro alugado, eu tendia a andar mais devagar. Minha velocidade média, entretanto, ficou em torno de 80 km por hora, velocidade máxima da pista na maior parte do tempo.
Enquanto isso, os carros que se aproximavam atrás de nós acendiam os faróis, forçavam ultrapassagem, e alguns até mesmo me empurravam em direção ao acostamento, já que a ultrapassagem forçada em pontos sem visão muitas vezes incluía dar de cara com outro carro vindo na pista oposta. A solução era empurrar a lerdinha – eu, no caso – para o acostamento, pra dar pra passar todo mundo sem colisão. Recebi buzinadas, faróis altos, xingamentos, fechadas. Tudo porque eu teimava em andar nos 80 km por hora recomendados nas placas.
Até mesmo um carro oficial, do Governo Federal (um SpaceFox placas GMF 5639) passou por nós fazendo ultrapassagens malucas, colocando em risco a segurança dele e a dos carros próximos, aparentemente sem que o motorista se lembrasse de que aquele era um carro a serviço do povo brasileiro.
Pra agravar ainda mais as condições, diversas vezes encontramos cavalos soltos pela pista, colocando em risco a segurança de quem transitava de carro por ali…
É assim que esperamos que os turistas possam conhecer e amar umas de nossas regiões mais bonitas? Com uma estrada apertada, cheia de curvas, com asfalto ruim, sem vigilância e com motoristas suicidas – e homicidas também, claro – soltos por lá? Sinceramente, não dá vontade de voltar nunca mais para aquela região.
Alô governo de Minas Gerais, alô IPHAN, alô Embratur! Vamos lembrar que uma de nossas jóias históricas mais valiosas está esquecida? Que tal um trabalho intensivo para tornar o passeio às cidades históricas uma experiência inesquecível apenas pelas boas lembranças?

  4 comments

  1. Tino   •  

    Olá, gosto muito do seu blog! Sigo-o sempre que posso. Também me considero a little bit ranzinza. Gostaria muito de que me desse a honra de ler o bloguinho que fiz por esses dias.
    Obrigado pela atenção, hein?
    Abraço,
    Tino.
    http://mercadoilogico.blogspot.com/

  2. Francinne Amarante   •  

    kkkkkk…
    Pode dizer.. vc estava de bom humor nesse dia, não?
    A Carmem divulgou no twitter e eu vim conferir. Muito bom!
    abração,
    Francinne.

  3. Márcia   •  

    Nossa! ainda bem que vcs chegaram e voltaram inteiras, hein?!? Que horror!

    Acabei de ler o que vc comentou no meu bloguinho, Ana (Imaginópolis). Que coisa! Acho que vou deixar quieto então, não vou fazer minha listona de poemas favoritos não. Família complicada, hein?!? 2035????Que absurdo!!!!Acho que, brevemente, haverá novo texto no bloguinho desatualizado então…
    Beijoquitas!
    Márcia.

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